Casamento
Este texto é um estudo preparado pela minha mãe depois de um acalorado debate na sala da nossa casa.Deus os abençoe com a leitura o/
Para entender sobre segundo casamento é necessário saber o que é casamento.
Quando Deus fez o homem (Gen 2) percebeu que lhe faltava uma “auxiliadora idônea”, então criou a mulher para suprir essa carência.
Todos os animais tinham par e o homem não tinha. Um psicólogo talvez dissesse que era uma carência emocional e afetiva, pois o homem se sentia só e andava triste.
O fato é que foi para a alegria do homem que Deus criou a mulher. Surge aí o PRIMEIRO CASAMENTO.
Casar significa completar, suprir o que falta.
Em Gen 2:24 “Deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”
A expressão “sua mulher” denota que é uma única mulher não deixando margem a bigamia.
Tornar-se uma só carne é unir-se fisicamente de tal forma que o que sobra em um complete o que falta ao outro, é exatamente o ato sexual. Heb 13:4 “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula” Deus fez o sexo para felicidade dos dois, homem e mulher, e foi antes do pecado. Associar sexo a pecado é um erro. Um sexólogo diria que sexo era exatamente o que faltava para o homem ser feliz.
Em que momento o casamento acontece? Quando os dois em comum acordo decidem que viverão juntos. Unidos por um propósito: completarem-se. Mas, é preciso declarar a Deus e ao mundo que firmaram esse acordo. Para isso criaram a cerimônia religiosa. Depois para atender a necessidades materiais de questões financeiras, administrativas e legais, surgiu o casamento civil. Portanto, o casamento civil é a publicação ao mundo de que um será responsável pelo outro até a medida do que acordaram, responsabilidade patrimonial.
Durante e permanência do casamento a receita da felicidade está descrita nos capítulos 5 e 6 de Efésios.
Quando é que o casamento acaba? O desejo de que o casamento dure até que a morte os separe leva os dois a fazerem uma jura de amor eterno.
Amor não é sinônimo de casamento, pois como disse C.S. Lewis há quatro tipos de amores. O conceito de amor e suas distinções é um tema empolgante, mas muito extenso, em outro momento poderemos tratá-lo, para agora basta dizer que existe amor sem casamento e casamento sem amor.
Há realmente amores que são eternos e vão para além da morte, viúvos que continuam desejando viver com a pessoa amada mesmo depois que ela morre, conservam suas coisas do mesmo jeito como se ela fosse voltar. Então, esse casamento não se acabou com a morte porque segue o desejo de compartilhar, e as lembranças e esperanças suprem as necessidades, completam a necessidade emocional e afetiva.
Em verdade, é quando o desejo de estar juntos se acaba que o casamento se extingue. Esse desejo pode acabar em um dos cônjuges e no outro não. Então os dois já não se completam, mas o relacionamento se arrasta até que fique insuportável e um decida ir-se.
Assim como o casamento está no velho testamento, Gen 2, o divórcio também está: Deuteronômio 24. Interessante frisar que o divórcio, segundo Moisés, se daria quando a mulher não agradasse aos olhos do homem, isso incluiria qualquer motivo.
No novo testamento, Jesus veio, cumpriu a lei e mudou os mandamentos. Os dez foram reduzidos a um “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Mudou também o divórcio, fazendo-lhe restrições, veja:
Mateus 5:32 Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.
Mateus 19:9 Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]
Então, em caso de adultério de um dos cônjuges, o outro pode divorciar-se e casar-se pela segunda vez sem que cometa adultério. É Jesus, portanto, quem valida o segundo casamento.
O adultério seria a pena capital para o casamento? Não. Há perdão para o adultério, mas é preciso que haja arrependimento e demonstração de que ainda há o desejo de viverem juntos para que se restabeleça a confiança e a relação seja reconstituída.
Paulo em I Coríntios 7 apresenta respostas a perguntas sobre casamento, são conselhos para o tempo de crise em que vivia a Igreja à época, entre eles está o dos versículos 10 e 11 “Ora aos casados, ordeno, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido, se porém, ela vier a separar-se que não se case ou que se reconcilie com seu marido; e que o marido não se aparte de sua mulher”. Esse conselho é semelhante ao primeiro no versículo 1 “…é bom que o homem não toque em mulher”. O motivo/razão para todos os conselhos está nos versículos 32 e 33 “O que realmente quero (Paulo) é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor e de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar a esposa”.
(Aldevania Alves da Silva)

Janeiro 8, 2008 em 8:06 pm
É genético!
Agora compreendo porque tu é assim…
Tua mão se garante muito!
Janeiro 8, 2008 em 10:49 pm
Parabéns, dona Aldevania.
Um belo estudo, hein!?
Pronto, agora eu vou casar mais tranqüilo.
Abraço,
Téo.
Janeiro 26, 2008 em 11:40 am
Muito interessante!!!
DTA!!!